Segunda, 05 de junho de 2017

Sou ecológico

Confira os acontecimentos marcantes no âmbito político e corporativo estadual e nacional da Revista Ecológico, edição 98

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Fernando Café Carvalhaes: novo gerente-geral de Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil. Foto: Arcelormittal/Roberto Rocha

Fernando Café Carvalhaes: novo gerente-geral de Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil. Foto: Arcelormittal/Roberto Rocha

Novos ares e desafio 

Fernando Café Carvalhaes é o novo gerente-geral de Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil, em substituição a Sidemberg Rodrigues, que se aposentou. Carvalhaes iniciou carreira em 2008, dando suporte técnico às empresas do Grupo na questão trabalhista. Em 2011, foi designado gerente-jurídico de Aços Longos e de Mineração, incluindo meio ambiente, dentre outras áreas. E, em 2014, passou a atuar como gerente-geral Jurídico.

O novo rosto ambiental da Arcelor é graduado em Direito pela UFMG, pós-graduado em Direito da Economia e da Empresa pelo Business Institute/FGV e pós-graduado em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho pela Universidade Gama Filho. À frente, ele tem o novo desafio de fortalecer as ações “economicamente viáveis, ambientalmente corretas e socialmente mais justas” do Grupo, que é o outro nome da sustentabilidade.

 

Em prol do Velhas 

Esperança renovada para as águas de Minas. Em pleno "Dia Mundial do Meio Ambiente", o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Velhas), Marcus Vinícius Polignano, a presidente da Copasa, Sinara Meirelles, o governo de Minas e 16 prefeitos assinaram, em Belo Horizonte, um documento coletivo que define a atuação sistêmica e coordenada de vários atores, com o objetivo de promover ações que garantam a disponibilidade de água em quantidade e qualidade, para a segurança hídrica de toda a Bacia do Velhas, especialmente para a Região Metropolitana de BH.

A Carta de Compromisso está focada em três pontos principais: melhoria da qualidade da água e redução da poluição (tratamento de esgotos), conservação e produção de água, bem como gestão ambiental e participação social para execução do Programa “Revitaliza Rio das Velhas”.

 

Luto na Copasa

A notícia, postada no blog do colega Chico Maia, assessor de imprensa do prefeito de BH, Alexandre Kalil, chocou toda uma geração de jornalistas dos velhos e bons tempos em Minas: “Aguardando um pulmão, que não chegou, lá se foi o Henrique Bandeira de Mello (foto), o nosso Bandeirinha
da Copasa".

E foi assim, em pleno quatro de junho, véspera do "Dia Mundial do Meio Ambiente", que o nosso colega querido e atleticano perdeu a luta contra o mal que o cigarro lhe fez, em pleno gozo de gourmet aposentado. Mesmo tendo conseguido parar de fumar há vários anos, de tanto que a gente enchia a paciência dele, um raro tipo de fibrose pulmonar lhe reapareceu mortal.

A ecologia e a Copasa também perdem com a sua morte. Ser humano da melhor qualidade, afável e profissional competente, ele ficou famoso por ter se mantido no cargo de superintendente de Comunicação da empresa, independentemente de quem fosse o novo presidente, partido ou indicação política.

 A companhia de água e esgoto dos mineiros deve muito a ele por sua imagem pública e ambiental de hoje. Coube ao Bandeirinha, como eminência parda (ou hídrica) que era, conscientizá-la e tirá-la, em definitivo, da famosa “Lista Suja” que os ambientalistas mineiros denunciavam anualmente, sob o comando da Amda, com os nomes das 10 empresas e instituições mais poluidoras do Estado.

Grande Bandeira!

 

O horror do desmatamento

É de doer o que a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) acabaram de divulgar sobre o aumento da devastação da Mata Atlântica no Brasil, como nunca visto nos últimos 10 anos. Os números alarmantes verificados, contemplando o período entre 2015 e 2016, colocam Minas na vice-liderança do ranking suicida, perdendo somente para a Bahia, onde toda a nossa história de vida, civilidade e destruição começou.

Por conta dos governos que temos e da população ambientalmente deseducada que somos, mais 7.410 hectares de florestas atlânticas com todos seus bichos, flores e passarinhos deixaram de existir em Minas Gerais. Suas águas também, já quase na escassez permanente. Os municípios mais devastadores são Águas Vermelhas, São João do Paraíso e Jequitinhonha.

Pior na nossa história como “Caixa D'Água do Brasil”, por nascerem aqui todos os rios do país, exceto da Região Amazônica: esses índices fazem de Minas, até então, o líder nacional de desmatamento há sete anos consecutivos. Ou seja, os governos e órgãos ambientais subsequentes sabem onde a tragédia mais acontece, e não fazem nada, por não se tratar de prioridade política.

E assim seguem o Brasil e seu maior, hídrico e montanhoso parceiro, com um total de quase novos 30 mil hectares de florestas, água e fauna riscados da nossa memória ambiental.

Para saber mais: www.sosma.org.br

 

Nem tudo está perdido

Graças à mineira e brasileira pesquisadora Carla Silva Guimarães, da Universidade Federal de Viçosa, uma nova espécie de sapo foi encontrada no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro. O nome científico escolhido está em sintonia com a realidade que vivemos, tal como a natureza em processo de obscuridade: “Brachycephalus darkside” (a última palavra significa “lado negro”). Detalhe: o bioma onde esse anfíbio vive também é a... Mata Atlântica.

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