Quarta, 09 de setembro de 2009

A empresa que se reinventa

Kid Itabirito



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João Gabriel, Heloísa Helena, João Fernandes e <br>Padre Alexandre, durante a cerimônia (Ecológico)

João Gabriel, Heloísa Helena, João Fernandes e
Padre Alexandre, durante a cerimônia (Ecológico)

O empresário João Marques, da Nascentes Fernandes, empresa mineira especializada em recuperação de áreas degradadas, confirmou sua estrela-slogan: “De bem com a natureza”. Com o apoio (literalmente impresso na placa) de sua esposa Heloísa e dos filhos João, Pedro e Luiz, e sob a bênção (idem) do “Ser Supremo”, ele lançou a pedra fundamental da futura sede do Grupo NF.

A comemoração, com pétalas de rosas jogadas no futuro canteiro de obras, aconteceu no último dia 13 de agosto, exatos 19 anos depois de ele se lançar no mundo dos negócios sustentáveis. Foi na margem da BR-040 (BH-Sete Lagoas, logo após a Ceasa, em uma área contínua ao enorme galpão industrial com 100% de luz natural, onde ele opera a sua receita de sustentabilidade: a Manta Vegetal Projetada, utilizada na recomposição ambiental de aterros e taludes. Trata-se do futuro Glass Building, um prédio inteligente e sofisticado, com oito andares, todo de vidro, que ocupará 20 mil m2 construídos.

Corajoso, inventivo e elegante, antes de chamar seus funcionários para comemorarem juntos, almoçando com ele, seus familiares e autoridades num restaurante próximo, o empresário anunciou outro feito em construção, com lançamento previsto para 19 de setembro próximo: o Projeto Teca Brasil de Madeiras Nobres, apoiado pela Semad, que é o plantio experimental de uma nova espécie arbórea mais resistente, econômica e rápida que o eucalipto, em 500 hectares da sua Fazenda Bonsucesso, na região de Janaúba (MG). A técnica revolucionária de plantio, à base de fertirrigação por gotejamento eletrônico de água, ele não esconde de ninguém. Foi inspirada tanto no plantio recorde e ecológico de eucaliptos/dia pela MMX de Eike Batista, no estado do Mato Grosso, quanto na tecnologia usada em Israel, que ele foi conhecer pessoalmente, e faz nascer e prosperar o verde em pleno deserto, tal como está se transformado a região do Norte de Minas. Proteção e torcida é o que não faltam a quem trabalha a favor da natureza que nos cerca.

Assalto em Confins

Está escrito no Café Ritazza, dentro do salão de embarque do Aeroporto Internacional Tancredo Neves: “Esta loja é uma solução de alimentação da GRSA”. Pode até ser para os seus donos. Mas, para os passageiros que só têm ali, internamente, sua opção de lanche, a desecologia dos preços é medonha! O café expresso pequeno custa R$ 2,90. O médio, R$ 4,10. O suco de laranja, nem sempre fresca, varia entre R$ 5,10 e R$ 6,30. Água mineral? R$ 3,50. Refrigerante? R$ 4,70 e R$ 5,60. E os tais paninis e ciabattas, “a partir de” R$ 8,60, que é o preço de uma boa refeição para milhares de pessoas, usuárias ou não do transporte aéreo no país. Não é o fim da picada, uma empresa ter os clientes nas mãos e, mesmo assim, não os respeitar?

Coura reconhecido

Para quem combate radicalmente a atividade minerária e não acredita que sua sustentabilidade é possível, via diálogo respeitoso com os órgãos oficiais e as ONGs socioambientais, recente pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), confirmou a pregação feita há tempos e com paciência chinesa pelo presidente do SindiExtra, Fernando Coura. As cidades de Itabira (leia-se a Vale) e Nova Lima (Vale e AngloGold) atingiram, respectivamente, os 1º e 2º lugares no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. Ao que Coura comemorou na última “Tarde Mineral”, realizada na Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), sobre perspectivas do comércio mineral entre o Brasil e a China: “Estão vendo?” – perguntou olhando para o presidente da Assembleia Legislativa, Alberto Pinto Coelho. “Nós temos de ter orgulho, no duplo sentido, de sermos mineiros”.

Em tempo

Ao lado do Instituto Ethos e do Fórum Amazônia Sustentável, o SindiExtra foi a única instituição representativa do setor mineral brasileiro a sair na frente e apoiar a “Carta de Compromisso Climático” lançada no último dia 25, em São Paulo, por 20 grandes empresas nacionais, com a proposta de reduzirem espontaneamente as suas emissões de gases de efeito estufa. Pra ser uma ideia da importância global deste comprometimento empresarial, o jornal Valor Econômico deu nada menos que seis páginas repercutindo o fato. De Minas, são estas as empresas: Andrade Gutierrez, CBMM, Samarco e Vale.

Holocausto’2010

Jogando luz sobre a obra de Mário Viegas, o novo presidente da Sociedade Ornitológica Mineira (SOM), Carlos Cavalcante, já acertou com o secretário de Meio Ambiente do Estado, José Carlos Carvalho, e a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Lúcia Camargo, a realização do 1º Salão da Natureza, em duas ocasiões e com mensagens distintas, no foyer do Palácio das Artes. Na Semana Mundial do Meio Ambiente, por meio do tradicional Concurso “Fotografe a Natureza”, será a vez do horror jornalístico e denunciativo do que continuamos fazendo de trágico com a nossa mãe natural. Nome da exposição: “Holocausto Ambiental”. E em setembro próximo, para saudar a esperança e a beleza da Primavera, do Dia da Árvore e da Semana Florestal´2010, aí sim, as fotos mais bonitas clicadas pelos fotógrafos premiados.

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