Terça, 02 de janeiro de 2018

Água corrente para um rio manso

Projeto pretende recuperar 410 hectares em Áreas de Proteção Permanente (APP) em parte da bacia hidrográfica



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Projeto tem como objetivo restaurar 410 hectares de vegetação natural em Áreas de Preservação Permanente (APP) do entorno de nascentes e faixas marginais dos cursos d’água em parte da bacia do rio Manso.

Projeto tem como objetivo restaurar 410 hectares de vegetação natural em Áreas de Preservação Permanente (APP) do entorno de nascentes e faixas marginais dos cursos d’água em parte da bacia do rio Manso.

Projeto pretende recuperar 410 hectares em Áreas de Proteção Permanente (APP) em parte da bacia hidrográfica

 

A Fundação Biodiversitas, organização da sociedade civil de caráter técnico-científico sem fins lucrativos que atua na conservação da biodiversidade brasileira, já deu início às atividades do projeto “Água Corrente: Recuperação florestal das áreas de Preservação Permanente que contribuem para o Abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte”. A iniciativa abrange os municípios mineiros de Rio Manso, Brumadinho e Itatiaiuçu.

O projeto, financiado pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) tem como objetivo restaurar 410 hectares de vegetação natural em Áreas de Preservação Permanente (APP) do entorno de nascentes e faixas marginais dos cursos d’água em parte da bacia do rio Manso. A restauração florestal será feita de forma integrada com a realidade local, contribuindo para a adequação de pequenas propriedades à luz da nova Lei Florestal brasileira. Em nenhum momento haverá desapropriação ou qualquer tipo de imposição aos proprietários das áreas a serem reflorestadas.

A equipe do Projeto Água Corrente vai selecionar as áreas a serem recuperadas – com base em critérios técnicos – e definir quais métodos serão empregados na restauração florestal, que vão desde o simples cercamento de nascentes ou cursos d’água até o plantio efetivo de mudas de espécies nativas. As atividades serão realizadas em conjunto com a comunidade local, que será mobilizada por meio de palestras e capacitações.

Segundo Gláucia Drummond, diretora-presidente da Fundação Biodiversitas, a ideia é demonstrar a importância de cada propriedade para a produção de água e para a melhoria da qualidade de vida, que serão alcançadas principalmente por meio da recuperação florestal. “Esta parceria é vista como crucial, pois são os proprietários dessas áreas que farão o plantio das mudas e a manutenção das áreas recuperadas. Além de serem os primeiros a perceberem os benefícios do reflorestamento promovido em suas propriedades.”

O projeto Água Corrente tem prazo de conclusão previsto para dezembro de 2020 e reúne uma equipe multidisciplinar de técnicos, parceiros e profissionais sob a coordenação da Fundação Biodiversitas.

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