Quinta, 28 de outubro de 2010

O RECADO ESPIRITUAL DE NOSSO LAR

As lições amorosas e atuais do livro psicografado por Chico Xavier, transformadas no filme homônimo, mostram como a simplicidade e a prática do bem podem mudar o destino da humanidade

Luciano Lopes - luciano@souecologico.com.br



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Nosso Lar, que se localiza 50 KM acima do Rio de Janeiro, é umas das<br> centenas de colônias encontradas nas dimensões terrestres. <br>Foto: Divulgação FOX

Nosso Lar, que se localiza 50 KM acima do Rio de Janeiro, é umas das
centenas de colônias encontradas nas dimensões terrestres.
Foto: Divulgação FOX

Pa­ra um jor­na­lis­ta ca­tó­li­co co­mo eu - e ser re­li­gio­so ou es­pi­ri­tua­li­za­do nes­ta pro­fis­são, ho­je, pa­re­ce ser al­go ab­sur­do aos olhos de al­guns co­le­gas -, es­cre­ver so­bre "Nos­so Lar" se­ria al­go di­fí­cil de fa­zer. Le­do en­ga­no. Há tem­pos que­ria dis­cor­rer so­bre co­mo Ca­to­li­cis­mo e Es­pi­ri­tis­mo são dou­tri­nas que, de cer­ta for­ma, se com­ple­men­tam em vá­rios as­pec­tos. Es­ti­mu­lar as pessoas a pra­ti­car o bem, atra­vés do amor, por mais bo­bo ou sim­ples que pa­re­ça ser, é a es­sên­cia má­xi­ma da ideo­lo­gia cris­tã. E que con­duz ao úni­co ca­mi­nho ver­da­dei­ro pa­ra a evo­lu­ção es­pi­ri­tual.

Essa tam­bém é a li­ção maior de "Nos­so Lar", li­vro psi­co­gra­fa­do pe­lo mé­dium Chi­co Xa­vier e di­ta­do pe­lo es­pí­ri­to An­dré Luiz, que vi­rou blo­ck­bus­ter nas te­las do ci­ne­ma. Até o fe­cha­men­to des­ta edi­ção, mais de três mi­lhões de pes­soas - in­cluin­do eu, que fui duas ve­zes - en­con­tra­ram con­for­to nas men­sa­gens do fil­me de Wag­ner de As­sis. E o li­vro, lan­ça­do há in­crí­veis 66 anos, en­con­trou "lar" no co­ra­ção de dois mi­lhões de leito­res mun­do afo­ra. Mais: con­ti­nua tão e até mais atual que al­gu­mas obras lan­ça­das re­cen­te­men­te.

Ain­da que o fil­me não te­nha abor­da­do to­do o co­nhe­ci­men­to que o li­vro pro­por­cio­na, em seus mui­tos de­ta­lhes, con­cei­tos e li­ções, o su­ces­so al­can­ça­do no ci­ne­ma não po­de ser des­car­ta­do. É mais uma pro­va de que o ser hu­ma­no ain­da bus­ca um alen­to pa­ra a al­ma e quer se vol­tar pa­ra as coi­sas es­pi­ri­tuais. Por mais que a so­cie­da­de ca­pi­ta­lis­ta nos mos­tre que o pra­zer mo­men­tâ­neo e des­re­gra­do do con­su­mis­mo e da ma­té­ria pareça me­lhor, ele aca­ba per­den­do va­lor quan­do o de­se­jo in­te­rior de con­ver­são, reen­car­na­ção ou da vi­da eter­na, ao la­do de Deus, ha­bi­tam o ima­gi­ná­rio e o co­ra­ção das pes­soas. E aí re­si­de a im­por­tân­cia de "Nos­so Lar" na trans­for­ma­ção es­pi­ri­tual do ser hu­ma­no.

O Um­bral de nós mes­mos

A his­tó­ria do li­vro e do fil­me re­tra­ta a vi­da e a con­ver­são de An­dré Luiz, es­pí­ri­to que foi mé­di­co em sua en­car­na­ção ter­re­na. Seus ex­ces­sos na Ter­ra o le­va­ram pa­ra o Um­bral - lu­gar som­brio, com pai­sa­gens es­cu­ras e po­voa­das por mi­lha­res de al­mas ator­men­ta­das -, onde so­freu e va­gou sem rumo por anos.

No sen­ti­do ca­tó­li­co, o Um­bral equi­va­le ao pur­ga­tó­rio. Lá, as al­mas pas­sam por um pro­ces­so de pu­ri­fi­ca­ção ou 'tor­men­to tem­po­rá­rio', de­pen­den­do do es­tá­gio de evo­lu­ção em que se en­con­tram, pa­ra se desvencilhar de to­das as coi­sas que não têm im­por­tân­cia pa­ra a vi­da su­pe­rior. Fi­cam por lá o tem­po que Deus jul­gar ne­ces­sá­rio, fa­zen­do com que o es­pí­ri­to se des­ti­tua das lem­bran­ças da car­ne e re­co­nhe­ça a im­por­tân­cia da es­pi­ri­tua­li­da­de. Ou se­ja: é, prin­ci­pal­men­te, um es­pa­ço di­men­sio­nal vol­ta­do pa­ra a re­fle­xão.

Quan­do An­dré Luiz afir­ma que pre­fe­ri­ria a "au­sên­cia to­tal da ra­zão" do que vi­ven­ciar tal di­men­são, es­ta­va sen­do ator­men­ta­do pe­lo seu pró­prio de­mô­nio: to­do o mal que plan­tou em si mes­mo du­ran­te sua ex­pe­riên­cia ter­res­tre e que re­vi­veu no Um­bral a fim de au­to­co­nhe­ci­men­to e mu­dan­ça de ati­tu­de. "É a lei da cau­sa e efei­to. So­mos res­pon­sá­veis por tu­do que fa­ze­mos na Ter­ra. E que, de al­gu­ma for­ma, aca­ba vol­tan­do pa­ra nós", afir­ma Na­ra Cam­pos Coe­lho, di­re­to­ra de Co­mu­ni­ca­ção da Alian­ça Mu­ni­ci­pal Es­pí­ri­ta de Juiz de Fo­ra.

O pró­prio An­dré Luiz, co­mo bem des­cre­ve o li­vro, aler­tou a hu­ma­ni­da­de so­bre a im­por­tân­cia da prá­ti­ca do amor e da ca­ri­da­de, an­te à vi­são do so­fri­men­to pós-de­sen­car­ne: "Oh! Ami­gos da Ter­ra! Quan­tos de vós po­de­reis evi­tar o ca­mi­nho da amar­gu­ra com o pre­pa­ro dos cam­pos in­te­rio­res do co­ra­ção? Acen­dei vos­sas lu­zes an­tes de atra­ves­sar a gran­de som­bra. Bus­cai a ver­da­de, an­tes que a ver­da­de vos sur­preen­da. Suai ago­ra pa­ra não cho­rar­des de­pois".

E foi ape­nas com o ar­re­pen­di­men­to e o re­co­nhe­ci­men­to da bon­da­de di­vi­na que An­dré Luiz, en­fim, re­ce­beu mais uma chan­ce pa­ra re­cons­truir seus va­lo­res, ago­ra cal­ça­dos, úni­ca e ex­clu­si­va­men­te, no bem e no amor a nos­sos se­me­lhan­tes. "As maio­res li­ções que po­de­mos ti­rar de 'Nos­so Lar' são as de que o bem é o ca­mi­nho, a mor­te não exis­te e que en­con­tra­mos do ou­tro la­do o pró­prio re­sul­ta­do do que fo­mos na vi­da ma­te­rial. É um con­vi­te pa­ra pen­sar em si pró­prio e bus­car uma trans­for­ma­ção, uma re­for­ma ín­ti­ma. En­fim, a vi­da es­pi­ri­tual", com­ple­ta Ge­ral­do Cam­pet­ti, di­re­tor exe­cu­ti­vo da Fe­de­ra­ção Es­pí­ri­ta Bra­si­lei­ra (FEB), ins­ti­tui­ção que acom­pa­nhou o ro­tei­ro e a pro­du­ção do fil­me.

UM NO­VO MUN­DO

A che­ga­da à co­lô­nia es­pi­ri­tual de "Nos­so Lar", que se en­con­tra 50 km aci­ma da ci­da­de do Rio de Ja­nei­ro e tem mais de um mi­lhão de ha­bi­tan­tes, apre­sen­tou um no­vo mun­do de pos­si­bi­li­da­des a An­dré Luiz. E tam­bém aos sim­pa­ti­zan­tes do Es­pi­ri­tis­mo, que, ape­nas no Bra­sil, já so­mam 30 mi­lhões, in­cluí­dos os 2,3 mi­lhões de es­pí­ri­tas de­cla­ra­dos, con­for­me mos­tra o úl­ti­mo Cen­so.

Fun­da­da no sé­cu­lo XVI por por­tu­gue­ses que de­sen­car­na­ram no Bra­sil, "Nos­so Lar" tem mui­tas se­me­lhan­ças com a Ter­ra, uma vez que o nos­so pla­ne­ta é uma có­pia do mun­do es­pi­ri­tual. A co­lô­nia é pre­si­di­da por um go­ver­na­dor, que con­ta com a aju­da de 72 mi­nis­tros, e tem seis mi­nis­té­rios: "Re­ge­ne­ra­ção", "Co­mu­ni­ca­ção", "Es­cla­re­ci­men­to", "Au­xí­lio", "Ele­va­ção" e "União Di­vi­na". Re­ple­ta de edi­fí­cios e re­si­dên­cias, "Nos­so Lar" e seus ha­bi­tan­tes vi­vem em meio a uma na­tu­re­za abun­dan­te, har­mô­ni­ca e cu­ja be­le­za sal­ta aos olhos. Lá, meio am­bien­te e amor são tão ar­rai­ga­dos aos es­pí­ri­tos e à vi­da, em seu con­cei­to mais pri­mor­dial, que às ve­zes lem­bra a re­la­ção do po­vo Na'vi, do fil­me "Ava­tar", com a es­pi­ri­tua­li­da­de. A co­lô­nia é ape­nas mais uma das cen­te­nas que exis­tem ao re­dor da Ter­ra e que re­ce­bem dia­ria­men­te gran­de nú­me­ro de es­pí­ri­tos de­sen­car­na­dos.

O tra­ba­lho é o que mo­ve "Nos­so Lar". E is­so o fil­me sou­be re­pro­du­zir com dis­tin­ção. Ape­nas quando se valem do ser­vi­ço, da boa von­ta­de e do com­pro­me­ti­men­to é que os es­pí­ri­tos ga­nham me­re­ci­men­tos, co­mo a possibilidade de vi­si­tar a fa­mí­lia na Ter­ra ou pe­dir al­go es­pe­cial pa­ra um en­te en­car­na­do. An­dré Luiz, que se en­tre­gou ao ser­vi­ço as­sim que se re­cu­pe­rou dos anos de so­fri­men­to no Um­bral, te­ve a opor­tu­ni­da­de de acu­mu­lar mui­tos bô­nus-ho­ra e, por fim, vol­tou ao pla­ne­ta pa­ra re­ver a fa­mí­lia. E foi na ex­pe­riên­cia do re­tor­no que ele pôs em prá­ti­ca a ca­ri­da­de, uma das mais no­bres vir­tu­des do es­pí­ri­to, ao aju­dar o ma­ri­do de sua ex-mu­lher a se re­cu­pe­rar de uma pneu­mo­nia.

"O gran­de mé­ri­to de 'Nos­so Lar' é mos­trar que en­fren­ta­mos a nos­sa pró­pria cons­ciên­cia pa­ra, en­fim, es­co­lher o bem", res­sal­ta Cam­pet­ti. E, se­gun­do ele, o Es­pi­ri­tis­mo con­tri­bui mui­to pa­ra a as­si­mi­la­ção des­ses co­nhe­ci­men­tos, as­sim co­mo ou­tras re­li­giões, uma vez que as res­pos­tas da dou­tri­na são cla­ras e ló­gi­cas. "É a fé ra­cio­ci­na­da, em que vo­cê tem de acre­di­tar en­ten­den­do", com­ple­ta o di­re­tor.

Per­gun­ta­do so­bre a pro­xi­mi­da­de en­tre o Ca­to­li­cis­mo e o Es­pi­ri­tis­mo, Cam­pet­ti dis­se que ambos são complementares, por­que "têm ba­se ali­cer­ça­da nos fun­da­men­tos e en­si­na­men­tos de Je­sus. As re­li­giões acre­di­tam em Deus, na al­ma, no es­pí­ri­to e na imor­ta­li­da­de. O que as di­fe­ren­cia é a in­ter­pre­ta­ção do que acon­te­ce após a mor­te. O Es­pi­ri­tis­mo apre­sen­ta is­so de uma for­ma mui­to pal­pá­vel, es­pon­tâ­nea e na­tu­ral", as­se­gu­ra, res­sal­tan­do que "so­mos imor­tais pa­ra Deus e o pró­prio Ca­to­li­cis­mo tam­bém en­xer­ga as coi­sas as­sim".

O Es­pi­ri­tis­mo, que em 2010 com­ple­tou 153 anos, tem se ex­pan­di­do por de­graus. "Pri­mei­ro com a de­co­di­fi­ca­ção de Kar­dec, em 1857. De­pois com Chi­co Xa­vier. Há 15 anos eu já di­zia que es­se mo­men­to pa­ra a dou­tri­na iria che­gar. Ho­je ce­le­bra­mos es­sa ex­pan­são com ale­gria, por­que o Es­pi­ri­tis­mo fa­la in­di­vi­dual­men­te aos co­ra­ções das pes­soas. Bus­ca a ma­tu­ri­da­de es­pi­ri­tual de ca­da um, nos le­van­do a ou­tros ní­veis de evo­lu­ção", res­sal­ta Na­ra, que tam­bém é di­re­to­ra da re­vis­ta "O Mé­dium".

Se­gun­do os es­pí­ri­tas, de fa­to es­ta­mos vi­ven­do em ou­tra di­men­são de mun­do. Is­so por­que já pas­sa­mos da ca­te­go­ria de mun­do de ex­pia­ções e pro­vas pa­ra o de re­ge­ne­ra­ção, em que o bem é im­pe­ran­te e os es­pí­ri­tos es­ta­rão, a par­tir de ago­ra, mais com­pro­me­ti­dos com a virtude, a ca­ri­da­de e sua evo­lu­ção es­pi­ri­tual. A men­sa­gem foi da­da pe­lo pró­prio Be­zer­ra de Me­ne­zes, por meio de psi­co­fo­nia do mé­dium Di­val­do Fran­co, du­ran­te o 3º Con­gres­so Es­pí­ri­ta Bra­si­lei­ro, rea­li­za­do em maio des­te ano.

O ES­PI­RI­TIS­MO E A AR­TE

"Nos­so Lar" che­gou aos ci­ne­mas com ca­ra de fil­me hollywoodiano. Ape­nas em sua pro­du­ção fo­ram in­ves­ti­dos mais de R$ 20 mi­lhões, tor­nan­do-se o lon­ga me­tra­gem mais ca­ro da his­tó­ria do ci­ne­ma na­cio­nal. Gran­de par­te do in­ves­ti­men­to foi pa­ra os efei­tos es­pe­ciais, rea­li­za­dos pe­la em­pre­sa ca­na­den­se In­te­lli­gent Crea­tu­res, que cui­dou da pro­du­ção de fil­mes co­mo "Sr. e Sra. Smi­th", "Ba­bel" e "Wa­tch­men".

To­do o su­ces­so que os li­vros e fil­mes da dou­tri­na es­pí­ri­ta têm al­can­ça­do ho­je, po­rém, já fo­ram in­cri­vel­men­te pre­vis­tos por Kar­dec em 1859. Em "Obras Pós­tu­mas", lan­ça­do no mes­mo ano, Kar­dec an­te­viu que tal êxi­to dos te­mas es­pí­ri­tas tam­bém con­tri­bui­ria pa­ra a trans­for­ma­ção es­pi­ri­tual da hu­ma­ni­da­de e da pró­pria ar­te.

"As­sim co­mo a ar­te cris­tã su­ce­deu à pa­gã, trans­for­man­do-a, a es­pí­ri­ta se­rá o com­ple­men­to e a trans­for­ma­ção da cris­tã. (...) O que há de su­bli­me na ar­te é a poe­sia do ideal, que nos trans­por­ta pa­ra fo­ra da es­fe­ra aca­nha­da de nos­sas ati­vi­da­des. Mas o ideal pai­ra exa­ta­men­te nes­sa re­gião ex­tra­ma­te­rial on­de só se pe­ne­tra pe­lo pen­sa­men­to; que a vis­ta cor­po­ral não po­de va­rar, mas que a ima­gi­na­ção con­ce­be", afir­ma.

A ar­te, em to­da a sua for­ça de co­mu­ni­ca­ção e al­can­ce, é uma das prin­ci­pais di­vul­ga­do­ras da dou­tri­na, res­sal­ta o de­co­di­fi­ca­dor: "O Es­pi­ri­tis­mo, efe­ti­va­men­te, nos mos­tra o por­vir sob uma luz no­va e mais ao nos­so al­can­ce. Por ele, a fe­li­ci­da­de es­tá mais per­to de nós, es­tá ao nos­so la­do, nos Es­pí­ri­tos que nos cer­cam e que ja­mais dei­xa­ram de es­tar em re­la­ção co­nos­co".

"O in­fer­no es­tá no pró­prio co­ra­ção do cul­pa­do, que tem nos re­mor­sos o seu cas­ti­go, não mais, to­da­via, eter­no; e ao mau, que to­ma o ca­mi­nho do ar­re­pen­di­men­to, se de­pa­ra de no­vo com a es­pe­ran­ça, su­bli­me con­so­la­ção dos des­gra­ça­dos. Que ines­go­tá­veis fon­tes de ins­pi­ra­ção pa­ra a ar­te! Que obras-pri­mas de to­dos os gê­ne­ros as no­vas ideias sus­ci­ta­rão, pe­la re­pro­du­ção das ce­nas tão mul­ti­pli­ca­das e vá­rias da vi­da es­pí­ri­ta! Em vez de re­pre­sen­tar des­po­jos frios e ina­ni­ma­dos, ver-se-á uma mãe ten­do ao la­do a fi­lha que­ri­da em sua for­ma ra­dio­sa e eté­rea; a ví­ti­ma a per­doar ao seu al­goz; o cri­mi­no­so a fu­gir em vão ao es­pe­tá­cu­lo, de con­tí­nuo re­nas­cen­te, de suas ações cul­po­sas! Sem dú­vi­da, o Es­pi­ri­tis­mo abre à ar­te um cam­po in­tei­ra­men­te no­vo, imen­so e ain­da inex­plo­ra­do", fi­na­li­za Kar­dec, mais uma vez nos lem­bran­do, sob a luz dos en­si­na­men­tos de Je­sus, que não há ter­re­no me­lhor a ser ex­plo­ra­do, pa­ra a nos­sa con­ver­são es­pi­ri­tual, do que a nos­sa al­ma e o nos­so co­ra­ção.

PA­RA SA­BER MAIS:

“Nos­so Lar” - “O Li­vro dos Es­pí­ri­tos”

Fe­de­ra­ção Es­pí­ri­ta Bra­si­lei­ra - www.fe­b­net.org.br

www.chi­co­xa­vie­ru­be­ra­ba.com.br


 

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