Segunda, 04 de junho de 2012
Japacanim: Um casal afinado!
O pintassilgo-do-brejo, pássaro-angu, assobia-cachorro, que são outros nomes populares, vive em todo o Brasil, exceto o Rio Grande do Sul.
Arte: Raphael Dutra
Pelos brejos, charcos e ambientes pantanosos, a madrugada chega repleta de vozes.
Os anfíbios que passaram a noite em grande agitação, procurando parceiros com seu coaxar, grilos em seu eterno cricrilar, aves noturnas e seu ulular.
Mas os raios de luz que enfeitam o nascente fazem com que outras vozes se misturem à sinfonia: são as criaturas do dia se preparando para seus voos.
Nas árvores altaneiras que bordam essas coleções de águas, um sabiá Turdus sp. já inicia sua melodia, o bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) grita sua voz da madrugada, diferente do tão conhecido grito onomatopaico que o fez tão famoso.De dentro das folhas da taboa (Thypha dominguensis), ouve-se belas vozes flauteadas. São os japacanims (Donacobius atricapilla) afinando a goela. Assim que a luz invade o ambiente, esse belo pássaro de cores alegres esvoaça por entre as plantas aquáticas à cata de insetos. Repetidamente, o casal que voa junto, mesmo dentro do pequeno bando que às vezes se forma, pousa verticalmente nos ramos da taboa e emite um belo dueto, enquanto ritmadamente balança a cauda pra cima e para baixo ou lateralmente.
Uma das características desses Troglodytidae, família em que também encontramos as corruíras (Troglodytes musculus), é uma parte nua alaranjada na lateral do pescoço. Enquanto os pássaros cantam, ela infla criando um constraste com as cores escuras do dorso e o laranja do ventre.
Quando voam apresentam um belo espelho de penas brancas nas asas e na cauda.
Fazem seus ninhos em forma de taça profunda entre as plantas do brejo, bem próximo da superfície da água, onde chocam em média 3 ovos avermelhados e mosqueados de castanho.
O pintassilgo-do-brejo, pássaro-angu, assobia-cachorro, que são outros nomes populares, vive em todo o Brasil, exceto o Rio Grande do Sul.
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