Terça, 03 de julho de 2012
Ele anteviu a Rio+20
Já estão abertas as inscrições ao “Oscar da Ecologia 2012”em homenagem ao ambientalista que primeiro previu o engajamento e a vitória da sociedade civil na questão ambiental
Foto: Ecológico
Desde a conferência de Estocolmo em 1970, quando indagado por seus pares sobre o que achava da criação de secretarias municipais, estaduais e até um ministério sobre meio ambiente para lutar de igual para igual com a economia e o desenvolvimento nada verdes daqueles tempos, Hugo Werneck, então presidente do Centro para a Conservação da Natureza em Minas Gerais, foi enfático: “Num primeiro momento, acho válido. Estrategicamente, a gente precisa e vai ganhar espaço político. Mas, num segundo momento, não. Se criarmos e mantivermos pastas segmentadas para tratar da questão ambiental, separadamente das outras prioridades de governo, estaremos indo na contramão do que pensamos e do que acontece na natureza, que não é separada”.
Segundo ele, o ideal é que a defesa da natureza e a instituição de um desenvolvido econômico comprometido com todas as formas de vida da Terra, além da humana, estivessem presentes indistintamente e sem preconceito nas diversas esferas e prioridades de governo. E que as pessoas, a sociedade civil organizada e os setores produtivos progressistas abraçassem a causa:
“Quando isso acontecer, não precisaremos mais de secretarias, nem de um ministério específico, muito menos de ecologizar os governantes e as políticas públicas. Mais que para continuar no poder, eles também irão aderir, naturalmente, à defesa do planeta e de suas próprias vidas. Nem nós, ambientalistas, seremos mais necessários. A humanidade se converterá e fará a revolução necessária, seja pela dor, que é o que está acontecendo. Ou pelo amor, que acredito, é mais sábio”- pregava Hugo, falecido há três anos, a quem a Revista ECOLÓGICO (ex- Estado Ecológico e JB Ecológico) dedica sua publicação.
O símbolo do III Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza este ano é o Canário-da-Terra, que está voltando à paisagem rural e urbana das cidades brasileiras, por não ser mais caçado e aprisionado como antigamente, graças ao avanço da consciência ecológica. Um exemplo vivo e esperançoso da mudança de comportamento global que a Rio+20 exortou.
Para saber mais
www.premiohugowerneck.com.br
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