Terça, 03 de julho de 2012
O recado de Izabella
Trechos do discurso mais aplaudido, da ministra do Meio Ambiente
Foto: Carlos Avelim
ENERGIA MINAS
“É uma oportunidade estar em Minas, receber a energia das suas montanhas. Minas Gerais é uma parte bonita do Brasil absolutamente especial para a nossa história e para o futuro na agenda do desenvolvimento sustentável.”
EXEMPLO DE BH
“Belo Horizonte traz belos resultados. Está entre as cidades que têm a capacidade de buscar na exclusão social soluções locais de gestão, que tragam efetividade nas ações do prefeito, que garantam transparência na aplicação dos recursos públicos. Isso acontece concretamente aqui, diferentemente de outros municípios no país.”
FOCO É REALIZAR
“A diversidade de outros vários brasis num mesmo Brasil é imensa; quase do tamanho da nossa diversidade biológica. Mas acho que a diversidade das soluções está presente também na coragem de um povo que é tão diverso.”
“Na Rio+20 e aqui o debate sobre a questão do desenvolvimento sustentável é local... Já deixou de ser, como o nosso, uma questão do idealismo. Passou a ser do pragmatismo político das grandes mudanças, de ação e onde o foco é, doravante, realizar.”
LIDERANÇA BRASILEIRA
“O fato de o Brasil sediar a Rio+20 não é de graça. Este fato não expressa só a vontade política de uma nação em desenvolvimento. Pela primeira vez na história das conferências dessa natureza, um país não foi escolhido: ele pediu para sediar e foi atendido.”
“Não estamos falando de renunciar ao desenvolvimento, mas de buscarmos uma linha de crescimento econômico que seja diferenciada desse modelo que aqui está. Já conseguimos retirar da pobreza, nos últimos 25 anos, mais de 600 milhões de pessoas em todo o planeta.”
“Este modelo econômico conseguiu isso, mas não foi necessariamente inclusivo. Caso contrário, não estaríamos experimentando elevados níveis de exclusão social e pobreza, com 1,3 bilhão de pessoas ainda sem acesso à energia.”
LUZ PARA TODOS
“Estou aqui olhando o governador (Anastasia) e ele certamente sabe a diferença de quando a gente entra na casa de alguém e vê a energia elétrica chegando para as pessoas. A transformação é monumental. O Brasil experimentou isso de maneira muito mais expressiva, com o seu Programa Luz para Todos (do governo federal, lançado em 2003), considerado pelas Nações Unidas uma referência global.”
“Acessar energia significa gerar energia. E gerar energia significa manter e ampliar a nossa matriz energética renovável. Uma pessoa que vive sem energia e com fome coloca em xeque todo o debate sobre a necessidade de avançarmos na agenda ambiental.”
AMAZÔNIA
“Os impactos dos eventos climáticos extremos são cada dia mais expressivos. Vejam o que está acontecendo na Amazônia, com o Rio Negro atingindo a maior cheia da sua história. Estive lá e fiquei impressionada com a situação, numa região que tem uma floresta exuberante, mas também abriga 25 milhões de pessoas. Temos de proteger a floresta, a água e o homem.”
OS SEM-ÁGUA
“O crescimento econômico ainda mantém 2,6 bilhões de pessoas sem acesso a saneamento. São 900 milhões de pessoas sem acesso à água potável, não só em áreas urbanas, mas também na Amazônia. Várias comunidades extrativistas vivem ali cercadas por água. Mas precisam navegar até 400 quilômetros para buscar água mineral e potável, em centros urbanos.”
AÇÃO LOCAL
“Nos últimos 20 anos, várias cidades adotaram a sua Agenda 21 e fizeram dela a melhoria do dia a dia dos seus cidadãos. Então, é a falsa a ideia de que existe uma distância muito grande entre o local e o global.”
“Há 20 anos não se via prefeitos participando das negociações internacionais. Hoje, eles atuam de forma direta na busca de soluções para questões ligadas ao clima, ao transporte.”
URGÊNCIA DO PRESENTE
“A Rio+20 é o momento de partida para um mundo melhor, mais inclusivo. Não temos mais de ficar fazendo tantos acordos. Temos de implementá-los e acabar com a ausência de vontade política. Esperamos que iniciativas como o Iclei, liderado por BH nos garanta uma vida melhor no futuro.”
ICLEI Brasil
No Brasil, o Iclei desenvolve atividades em 13 estados brasileiros, e mais de 20 cidades. Os associados e parceiros em projetos do Iclei incluem: Apuí e Manaus (AM); Belo Horizonte, Betim, Contagem, Mariana e o próprio estado de Minas Gerais; Curitiba (PR); Campinas, Santo André, São Carlos, São Paulo, CETESB e próprio estado de São Paulo; Goiânia (GO); Volta Redonda, Petrópolis e Rio de Janeiro (RJ); Palmas (TO); Porto Alegre (RS); Tailândia (PA); Vitória (ES); Lucas do Rio Verde e o estado do Mato Grosso; Salvador e o estado da Bahia, assim como Pernambuco. Os projetos no Brasil incluem temas desde a Agenda Local 21 e a Campanha Cidades pela Proteção do Clima (CCP) até compras e construções sustentáveis.
A Campanha Cidades pela Proteção do Clima – CCP - foi criada em 1993 pelo Iclei, originalmente com 14 cidades norte-americanas, que utiliza uma metodologia de avaliação de desempenho para reduzir as emissões de gases de efeito estufa de atividades urbanas. A CCP conta atualmente com mais de 800 participantes no mundo todo. O passo-a-passo da CCP inclui a realização de um inventário de gases de efeito estufa, um plano de ação e a implementação de ações de redução de GEE. Ao empreender essas ações no nível municipal, o governo local lidera por meio do exemplo nos esforços da sociedade para enfrentar o aquecimento global, muitas vezes a despeito da posição de seus governos nacionais, como foi o caso das cidades norte-americanas e australianas entre 2000 e 2008. Os participantes da CCP na América do Sul são as cidades de Avellaneda e Buenos Aires, na Argentina; Belo Horizonte, Betim, Goiânia, Palmas, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e, Volta Redonda, no Brasil; e Tomé, no Chile.
Iclei no Mundo
O Iclei está presente em 70 países, entre eles: África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, EUA, Filipinas, Índia e Japão, totalizando 14 escritórios entre Secretariados Regionais, Centro de Treinamento Internacional e Secretariado Mundial. Ao todo, a equipe do Iclei inclui mais de 200 pessoas trabalhando numa grande rede de informações engajadas para o desenvolvimento de governos locais. Entre seus membros associados estão governos locais, pessoas físicas, empresas e ONGs.
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Comentários
José Aloísio Portes
Não confio na Ministra do Meio Ambiente...
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