Sexta, 13 de julho de 2012
O símbolo do Oscar da Ecologia
Saiba os motivos que levaram os ambientalistas mineiros a escolherem o nosso saudoso e afetivo canarinho amarelo, como o símbolo do “III Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza"
Personagem presente na história de vida de quase todos os brasileiros, principalmente nas lembranças de quem já viveu no interior, ele tem vários nomes: Canário-chapinha, Coroinha ou Cabeça-de-fogo, em Minas. Canário-do-chão, na Bahia. Canário-da-telha, em Santa Catarina. Canário-verdadeiro ou Canário-da-terra, mais universal, em quase todo o Brasil, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e em grande parte da América Latina.
Seu nome científico é Sicalis flaveola brasiliensis, da ordem dos passeriformes. Uma das aves mais admiradas pelas pessoas, por causa do seu canto triste e estalado. E por isso mesmo, até pouco tempo atrás, antes do advento da consciência ecológica, segundo listagem do Ibama, um dos dez passarinhos mais aprisionados em gaiola ou mortos a estilingadas por viverem em bandos e, em sua inocência, mais se aproximarem dos seres humanos.
Soma-se ainda um de seus nomes de sentido duplo: Canário-da-terra, do chão, da roça, do sertão, do Cerrado e da Mata Atlântica brasileira. E Canário-da-Terra, significando a realidade, luta e sobrevivência de todas as espécies aladas do planeta.
Estes foram os motivos que levaram os ambientalistas mineiros a escolherem o nosso saudoso e afetivo canarinho amarelo, tal como a cor da camisa da seleção brasileira de futebol, como o símbolo do “III Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza – o Oscar da Ecologia” - cujas inscrições já estão abertas e serão encerradas no dia 30 de setembro. Os vencedores deste ano serão conhecidos no dia 28, lua cheia de novembro, no Teatro do Sesc-Palladium, em BH, durante cerimônia de gala a ser presidida pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
SÍMBOLO VITAL

Por sua beleza e capacidade de sobreviver em ambientes extremos, inclusive à própria contaminação da natureza por agrotóxicos utilizados sem controle na lavoura até pouco tempo, o Canário-da-Terra também simboliza a luta pela economia verde e a erradicação da pobreza abraçada pelos governos, empresas e ONGs socioambientais na Rio+20. Segundo os promotores do Prêmio Hugo Werneck, capitaneado pelo jornalista e ambientalista Hiram Firmino, sua lembrança permite um resgate do amor à Terra, à vida mais natural no campo e seu retorno também urbano junto à ecologização em curso das cidades, onde 95% da humanidade estará morando a partir do ano 2.030.
Como pregava e nos ensinava Hugo Werneck, um dos “pais” do ambientalismo brasileiro, que também amava e defendia as borboletas, “não há como separar a vida de um passarinho da vida de uma árvore, de um solo, da vida de um rio, da vida humana”.
As empresas, instituições, pessoas, políticos, técnicos e organizações não governamentais que não apenas cumprem, como vão além da legislação ambiental, e ajudam a construir uma sociedade mais sustentável, justa e inclusiva, já podem concorrer à láurea máxima do ambientalismo brasileiro. Para participar, se inscrever ou indicar uma personalidade ou iniciativa que mereça ser premiada e difundida, basta acessar o site www.premiohugowerneck.com.br
Em 2012, o Prêmio Hugo Werneck será realizado em conjunto com o 4º Prêmio Abap de Sustentabilidade e terá a participação institucional da Sucesu Minas. Tudo pela sustentabilidade! A sustentabilidade agradece.
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