Segunda, 06 de agosto de 2012
Um prêmio para a boa gestão
Gente de TI também precisa ter amor à natureza
Foto: Clipart
No mesmo mês em que a americana Apple decidiu que seus computadores não precisam mais do selo verde da EPEAT, o Prêmio brasileiro “Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”, nosso Oscar da Ecologia, inova e lança a categoria de Sustentabilidade em TI, em parceria com a Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações de Minas Gerais, Sucesu Minas.
Se alguns dizem que a decisão da Apple é calculada porque somente parte de seus clientes exigem o selo, como a cidade de São Francisco, (EUA), o Prêmio Hugo Werneck dá um passo importante para formar a opinião do mercado comprador de Tecnologia da Informação na direção da sustentabilidade.
Por aqui os exemplos ainda são escassos. Pressionados pela necessidade de resultados, nem sempre a questão da sustentabilidade é posta como quesito para a decisão da tecnologia de escolha pelos “Chief Information Officers”, os CIOs. A Sucesu Minas pensa diferente: acaba de lançar a Inforuso 2012, seu maior evento anual, com o tema “O valor da TI para o negócio”.
Se a tecnologia quer mesmo representar valor, tem que começar a pensar no crescente exército de consumidores que se preocupam com a poluição que os equipamentos descartados causam ao meio ambiente ou que mesmo em uso, consomem mais energia e rodam softwares pouco otimizados.
O Prêmio de Sustentabilidade em TI não se destina somente a fabricantes. A exemplo da cidade de São Francisco, ele também se destina a premiar iniciativas de clientes que já cobram de seus fornecedores as estratégias de sustentabilidade em suas propostas. E vão além: pedem que esses fornecedores tenham uma sustentabilidade ética no fornecimento de seus produtos e serviços, setor onde o trabalho irregular é uma realidade.
Ele é também para aquelas organizações que se preocupam com a universalidade do acesso e com a qualidade do conteúdo entregue à população pela web e ainda para aquelas que usam a TI para resolver problemas sociais de uma forma inovadora.Com esses focos, não há espaço para as empresas ou CIOs que julguem que o momento ainda não chegou, que o valor da tecnologia da informação para seus respectivos negócios ainda não precisa incluir o valor para a vida e para o meio ambiente. A estes só posso dizer que estão errados e não temos mais tempo!
Sem dúvida, esta é uma oportunidade para que o Hugo Werneck e a Sucesu Minas encontrem os exemplos entre os que vendem ou compram tecnologia. É o momento em que se poderá provar que, cada dia mais, o risco de causar danos à natureza é mesmo um risco calculado, mas o resultado deste cálculo é uma perda certa de lucro e já começa a incomodar.
Foi o caso da Apple: preferiu evitar o azar de uma sexta-feira, 13 de julho e, nesse dia, voltou atrás e comunicou que todos os seus produtos voltarão a ter a certificação EPEAT. Lição dada pelo mercado, lição aprendida!
E, se nenhum desses argumentos servir, olhando o maravilhoso canário-da-terra, símbolo de um país inteiro, escolhido para encantar o Prêmio 2012, a gente lembra que profissionais de TI também precisam ter coração, sensibilidade e, principalmente, amor à natureza. Que comecem a provar isso!
TECH NOTES
Conheça iniciativas para certificação de cadeias de valor em Resíduos Sólidos Eletroeletrônicos:
- A posição da Apple
- Uma cidade que pensa em TI Sustentável
- O que é a EPEAT
- A Apple reconsidera
- Conheça a SUCESU MG
(*) Diretor-geral da Plansis, vice-presidente de Sustentabilidade da Sucesu-MG e presidente do Comitê para a Democratização da Informática - CDI.
Comentários
Nenhum comentario cadastrado
CARTA DO EDITOR
CARTA DOS LEITORES
CÉU DE BRASÍLIA
CIDADES SUSTENTÁVEIS
CIDADES SUSTENTÁVEIS
CIDADES SUSTENTÁVEIS
CONVERSAMENTOS
ECONECTADO
ECONOTAS
EMPRESA E MEIO AMBIENTE
