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Quinta, 02 de agosto de 2012

O Velho Chico de ALAIN DHOMÉ

40 imagens, 40 histórias. É assim que o fotojornalista e publicitário franco-brasileiro Alain Dhomé vê e mostra o Rio São Francisco ao mundo.

Marina Rodrigues - redacao@revistaecologico.com.br



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Foto: Alain Dhomé

Foto: Alain Dhomé

40 imagens, 40 histórias. É assim que o fotojornalista e publicitário franco-brasileiro Alain Dhomé vê e mostra o Rio São Francisco ao mundo. Catalogadas também na forma de um livro didático, suas fotos, tiradas de 1999 a 2003, já foram expostas em Brasília, França e Colômbia. Seu último itinerário, de propósito, foi em BH, mais precisamente na Fundação Zoo-Botânica, onde existe o maior aquário temático do Brasil, dedicado às espécies do Velho Chico. São 1.200 peixes de 50 espécies diferentes, distribuídos em 22 tanques, em um cenário que reproduz as margens e o fundo outrora viçoso, em processo de recuperação ambiental. O objetivo é mostrar a riqueza natural e cultural em torno de um rio considerado a coluna vertebral da conquista do território nacional. É uma homenagem ao povo ribeirinho e um apelo para sua conservação.

Este rio com nome de santo que nasce no Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas, corre por cinco estados,  percorre   centenas de comunidades, povoados e cidades até chegar ao mar. Por onde passa, se ouve histórias. Elas falam dos índios tapuias que viveram às suas margens. Das bandeiras e entradas paulistas, baianos e pernambucanos em busca de ouro e pedras preciosas.  Do comércio entre os povoados feito por canoas ou barcaças movidas a remo e hoje feito por balsa. Ele é também o rio dos Currais.  Por ali existiu e ainda existe um ambiente agropastoril que fomentou o homem são-franciscano, descendente dos tropeiros e sertanejos.

A lente de Alain capta a fé dos ribeirinhos na procissão de Bom Jesus dos Navegantes. Revela o imaginário que ganha forma nas toscas esculturas de carrancas moldadas  nos fundos de quintais. Eterniza o  pescador, flagra a brincadeira, registra  o olhar do velho escravo e denuncia a poluição. E por fim, e  na esperança de que seja para sempre, mostra  as exuberantes imagens de um rio místico. Da nascente à foz.

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Para saber mais:

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