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Parque em Belém registra primeira aparição de anfíbio


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Esse é o primeiro registro de uma rã-paradoxal nessa área do nordeste paraense, parte integrante da Região Metropolitana de Belém. Foto: Ideflor-bio

Esse é o primeiro registro de uma rã-paradoxal nessa área do nordeste paraense, parte integrante da Região Metropolitana de Belém. Foto: Ideflor-bio

Presença de animal é um indicador ambiental que aponta o sucesso na preservação da biodiversidade

08/06/2018

 

A rã (Pseudis paradoxa), mais conhecida como rã-paradoxal, é um anfíbio que habita os estados do Amazonas, Amapá, Maranhão e algumas regiões do Pará. Recentemente, um exemplar dessa espécie foi encontrado no Parque Estadual do Utinga, durante as ações de limpeza das macrófitas aquáticas no Lago Bolonha.

Esse é o primeiro registro de uma rã-paradoxal nessa área do nordeste paraense, parte integrante da Região Metropolitana de Belém. A espécie já havia sido avistada em outras partes do Pará, como o Baixo Amazonas, o Marajó e na região fronteiriça entre o Pará e o Maranhão, mas havia uma disrupção em sua presença na região conhecida como área de endemismo Belém.

“O registro desse animal no parque é muito importante, pois ele fecha o gap que existia na distribuição da espécie no Pará”, explica o gestor ambiental Augusto Jarthe, um dos responsáveis pelo resgate de fauna que acompanha a limpeza das macrófitas do Lago Bolonha.

A presença do animal no local também é um indicador ambiental que aponta o sucesso na preservação da biodiversidade do Utinga. “Esses animais são muito exigentes, então eles só vivem em lugares com boas condições ambientais. Apesar de toda a pressão antrópica que o parque sofre por estar dentro de uma área urbana, ele permite que espécies mais que especialistas se desenvolvam”, acrescenta o gestor ambiental.

Além do registro inédito na região de Belém, o caso é curioso pelas próprias características do animal. A Pseudis paradoxa é um dos únicos organismos vivos cuja forma adulta é menor do que as formas iniciais. O girino da espécie é mais de duas vezes maior que a rã adulta. “O nome paradoxa vem desse fenômeno. No crescimento, o girino perde a cauda e, por isso, fica menor”, explica Augusto Jarthe.

Para o gerente do Parque Estadual do Utinga, Julio Meyer, o registro é mais uma amostra da riqueza da biodiversidade local. “Esse achado é emblemático, pois indica que, além daquelas espécies que já conhecemos, ainda há uma gama de biodiversidade a se descobrir.”
 

Fonte: Ideflor-bio


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